Nada de Novo


Fim do em si
 
A gana de um sorriso morto
Invade o coração que ainda bate
Mas que suplica seu abate
Para saciar esse fim escroto
 
Desgraças de um suicida
Esperando pela piedade do carrasco
Que com egoísmo que provoca asco
Não lhe quer retirar apenas a vida
 
Se forças tivesse a espada lhe entraria
E a si prórprio esfacaria
Para considerar sua dignidade
 
Mas o fluido do assassino vencedor
Escorre pisando no que se chama dor
Destroçando e extinguindo a verdade.
 
 
Jardson Fragoso
13/06/2007

 



Escrito por Jardson às 14:43:40
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A foto continua lá...

 

Sentada na cama, ela não consegue pensar livremente há dias. Tudo que pensa encontra presa na foto colada na parede próxima a cama. O sofrimento para ela é indescritível. Muitas representações ainda a cercam... Talvez um sentimento... o amor... A cada suscitar dessa idéia sente-se como uma faca a cortar-lhe o seio, mas é inexorável... a foto olha pra ela e ela continua a olhar pra foto... Falta-lhe coragem para retirá-la da parede... há dor... a imagem parece um espelho que a mostra como está se sentindo... e vendo a si mesma, não retira os olhos... O quarto ainda cheira a flores... todas mortas... o buquê desfalecido ainda sussurra imaginariamente a canção que sempre ouviram juntos... A canção agora é a morte que passa misto a todas as idéias que a prende na fotografia... E se o buquê realmente falasse? Será que seria um conto que pronunciaria? Ah! Desgraçadas conjecturas que a impulsionam a prender-se a foto... E se a foto sussurrasse? O que diria? Talvez “é mentira!” diria ela, somente para continuar na posição de espelho... Mas tudo isso é conseqüência, ela sabia tudo e o fez... e a foto está lá pra gritar isso pra ela...Pensava que a escolha seria a prova da coragem, mas o que vê é apenas a fraqueza e a prisão que a imagem se transforma... Gritos, pavor e pesadelos já fizeram com que todos a sua volta se preocupasse... como seria possível que uma pessoa passasse dias olhando uma fotografia? E de uma pessoa que demonstrara publicamente que não a merecia. Nenhuma ajuda seria bem-vinda, tirá-la da frente da figura seria convidá-la a morte. Agarrava-se na foto, beijava-a várias vezes, mas isso não retirava a culpa e nem o “se” da possibilidade que a atormentava...

Hoje é o “Se” que a faz viver frente a foto – “Se não o tivesse matado?”. – “SE, SE, SE Oh meu Deus!...

 

O tempo passa, o amor morreu... o “Se” permanece e a foto... continua lá...

 

Jardson Fragoso

08/08/2006

22:04



Escrito por Jardson às 12:22:10
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SEM SENTIDO

Estou em desespero, e fale de esperança.
Tudo que minha fé alcança me traz tanto medo.
Me fale de alegrias. Estou tão deprimido.
Uso anti-depressivos. Isto é melancolia.

Amigo traidor, por que você me envenenou?
Não há perigo no abrigo do inimigo pois comigo ele falou
Que não há dor se não há sentido.
Nada faz sentido. Eu tenho que ser entretido.
Uma dor que não faz sentido
Eu tenho sentido dor...

Me sinto tao culpado. Me fale de perdão.
Eu sangrei um coração que havia me abrigado.
Enquanto ao desespero. Esqueça a esperança.
Eu matei uma criança dentro do meu peito.

Eu sou o traidor o amigo que me envenenou.
Eu sou perigo do abrigo do inimigo. Sou aquele inimigo que falou
Que não há dor se não há sentido.
Nada faz sentido. Eu tenho que ser entretido.
Uma dor que não faz sentido
Eu tenho sentido dor...

(Banda Persona ñ Grata)

Uma homenagem a meu irmão Junior, grande artista e companheiro....

Jardson Fragoso



Escrito por Jardson às 16:28:26
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Poema para você

 

I

 

Não pedirei que considere isto como um coração

Não quero que seja um manifesto

Muito menos um escrito incerto

Subjetivamente, não é uma declaração

 

O que você já sabe é verdade

O que me diz sempre duvida

Esta relação não é fingida

E ainda menos inescapável a maldade

 

Pois bem não te chamo minha

Incerto, decerto, és de alguém

Quem eras tu em outros dias?

 

Uma paixão que eu tinha?

Uma dor que sempre vem?

Ou mentiras constantes que fingias?



Escrito por Jardson às 20:28:32
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ILHANAUS OU ILHEU E MARELA

Uma ilha navegando
No mar que de suor está salgado
Que de sangue está turvado
E de rancor está agitado

Um mar agitando
Em uma ilha que de amor está deserta
Que de vazio está repleta
E sem sentido anda dispersa

No encontro do que balança e o que é inerte
A pedra que habita a ilha acha-se criança
E não há nada que a desperte

Jardson Fragoso
03/01/2005
09:59



Escrito por Jardson às 16:44:10
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Eis que começo este ano com um toque de romantismo. A indagação sobre a finalidade da vida, quem um dia poderá dizer que não é o amor?

Jardson Fragoso

 

 

BRISA ÚNICA

 

Leve ser que me alimenta

Escuta minhas quietas orações

Para vê se livra-me dos grilhões

Que há tanto me atormenta

 

Mas como pode ser assim?

Rogar por alguém que me deixou

Que não me viu e nem escutou

Meu derradeiro pedido. Enfim:

 

Estou mais forte sem você

Mesmo com incapacidade de vencer

E pela dor até de respirar

 

E sonho com ilusão zombeteira

Amar você se torna besteira

Se um dia penso que vais voltar

 

14:10h

05/12/2002

Jardson Fragoso

 



Escrito por Jardson às 16:15:44
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A ÚLTIMA CHUVA DA MINHA ETERNA VIDA...

 

E de choro, choveu

 

Minha saudade era tanta!

Minha solidão, tanta!

Minha tristeza, tanta!

Minha paixão era tanta!

Minha agonia era tanta!

Tanta!

Tanta!

Tanta!

Tanta!

Tanta!

Que no meu esgotar,

quando a primeira lágrima se fez,

meu corpo não teve como suportar,

sem o seu...

Tive que clamar ajuda do céu,

e de choro, choveu.

Ramon Alcântara

 



Escrito por ramon às 13:13:58
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Um convite do poeta de vento

 

Aproxima-te poeta de carne.

Vem compartilhar comigo

a pureza que há na Imagem.

Contempla a virgem-deusa... Aproxima-te.

 

Veja quanta beleza se nos mostra,

nos olhos de lágrimas,

no rubor da face

de pele de mármore... Veja.

 

Não se espante, vivo poeta,

se os Ventos passarem

e com sua sublime delicadeza

seus cabelos se movimentarem... Não se espante.

 

Perceba como claro está

toda sua compenetração,

ao notar que estamos a admirá-la.

A vergonha no encolhimento se apresenta... Perceba.

 

Se desconsiderar sua carne

e com mãos de lenço

ousar tocar seu corpo

perceberá como irá tremer... Se desconsiderar.

 

Vá lá, não tema.

Pois dela emana apenas

aroma de amante.

Pois nela encontrará um Jovem semblante... Vá lá.



Escrito por ramon às 23:02:39
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Quando chegar perto

não contenha o choro que virá,

ao vê-la sorrir sorriso de Diana.

Pois o choro irá te lavar... Quando chegar.

 

Abaixe a cabeça,

deixe-a se revelar-te.

Saberá, como eu, que ela é só Imagem

e nada, nada nela há... Abaixe.

 

Daí então procurará

sua carne a te proteger.

Perceberá que ela já não há

E que poeta de carne deixou de ser... Daí então.

 

Daí então andará comigo.

Comigo sentirá a Solidão

e estará pronto para outro iludir.

Inventará uma virgem-deusa para persuadir... Daí então.

 

Daí então pode ter certeza

que esta Imagem para ti

será de carne

encoberta de pureza... Será poeta de vento.

 

Ramon Alcântara

 

Versão em imagem disponível em:

http://ubbibr.fotolog.net/ramonlsa/



Escrito por ramon às 23:02:29
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VOLTANDO E TRAZENDO...

Olá pessoas, não é que sobrevivi ao temido distanciamento do mundo virtual... e a concretude da vida me trouxe uma ressaca tão desgostosa, que ainda sinto o gosto de cimento na boca.... e enquanto recupero-me devagar e levanto caimbras em meio as teias, deixo vocês com mais um dos poetas do Nada de Novo, que por motivos furtivos preferiu pedir que eu postasse a poesia, o Sendeiro.... esse belo texto foi composto em conjunto com sua parceira a Sedova... deitem-se neles e estou voltando, abzzzz, Ramon Alcântara

_________________________________________

América I

Não tenho amigos, nem livros, nem discos
      não penso em suicídio aos domingos depois do almoço
            simplesmente por que já morri.

         Mesmo morto, escuto tudo
            Fantasmas ilustres me contam vidas banais

            Minha alma se perdeu na estrada
        E durmo a tarde inteira no meio do sertão.

    Sou um bandido errante, filho ingrato da América.
        Entre pedras, buracos e galhos retorcidos
          me entrego à policia com um tiro no coração.

             Sigo desorientando quem cruza o meu caminho.
       Não ofereço consolo ou conselho que valha a pena ser ouvido.

       Devoro sonhos, crio plantas carnívoras
             A cada dia desejo mais do que não fui e nem vou ser.

Estou morto e balbucio palavras
estou velho e o mundo me habita
estou vivo e vejo os acontecimentos ...

            Adeus América perdida! Adeus povo inexistente!
           Quantas ilusões e sonhos quentes não duram uma digestão?


Sendeiro & Sedova



Escrito por ramon às 13:29:12
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